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A Origem das Espécies III - O Homo faz (cada) história!
Nos capítulos anteriores (20/3 e 15/4), apesar daquelas tarjas pretas pentelhas, vimos que a coisa não era mole para o Homo Erectus, mas aos poucos ele foi se virando e, se virando, virou o Cro-Magnon e depois o Homo Sapiens, aquele que sabia das coisas e que, de tanto saber (enrolar), atingiu a categoria que hoje é considerada a Fórmula Um da espécie humana, o Homo Sapiens Sapiens. A partir daí o Homo Sapiens sossegou um pouco o facho, deixou a Femina Patronensis e as ancestraizinhas em paz e começou a pensar no mundo que o cercava (elas não aprovaram isso, mas foi exatamente nessa época que surgiu o Homo Amantis, que não tava nem aí pra nada que cercava nada, e elas resolveram aceitar). Bom, vamos lá que é a última:

Estudiosas ancestrais estudam com indisfarçável prazer a anatomia do Homo Amantis. Note a fisionomia satisfeita do esqueleto.
Cena V - Oh, meu, meu... meu o que? Meu Deus! Por milhares e milhares de anos a coisa ficou assim. A interrogação era o sinal da moda. Nossos ancestrais se surpreendiam com tudo, contudo, para tudo tinham explicações mirabolantes e idéias estapafúrdias. Nessa parte da historinha da nossa história, os caras já estavam eretos há tanto tempo que até já tinham esquecido da teoria do tal do Darwin, que tanto os aporrinhou no início da evolução, e começaram a formular teorias sobre o Sol, a Lua, a chuva, o trovão, o raio que o parta (principalmente este!), e chegaram a questões essenciais como: "De onde viemos? Para onde vamos", "Que merda é aquilo no céu?", "Por que a porra do Sol só aparece de dia?", coisas assim. Eles ficavam lá no Cavern Club (o primeiro) até altas horas discutindo sobre o que era isso, o que era aquilo e virava e mexia saía briga e rachavam algumas cabeças, até que, um certo dia, alguém disse: "Pópará! Vamo botá ordi nesse galinhero, bródi, sinão Deus vai castigá nóis! (a língua portuguesa ainda não havia sido regulamentada), e outro alguém perguntou: "Mas o que que é isso?", e o primeiro: "Isso o quê, caraio, galinhero?", e o outro: "Não, mano, o que que é Deus???"... Baixou o maior silêncio no recinto, todos se entreolhando, ninguém sabia responder, e aí resolveram pedir mais uma e todo mundo sentou de novo pra tentar achar uma resposta... Estudiosos acreditam que três conceitos básicos surgiram nesse período. Os conceitos de Deus, de Filosofia e o da Cerva com os amigos, sendo esse último o mais aceito, entendido, não contestado e praticado até hoje pela espécie denominada Homo Brahmaskolantarcticus Sapiens, facilmente reconhecida pela barriguinha proeminente.

O Homo Brahmaskolantarticus Sapiens é altamente teórico, capaz de falar e defender uma bobagem por horas seguidas, ainda mais se tiver um salaminho ou uma azeitoninha pra acompanhar. Hehehe...
Cena VI - Adão e Ev... olução - No meio do caminho tinha uma fruta Mais alguns milhares de anos se passaram (arre!) e a coisa foi ficando mais complexa à medida que os Homo Sapiens Sapiens iam imaginando o inimaginável para explicar o inexplicável, até se dividirem em bandos, uns aceitando o inaceitável, outros acreditando no inacreditável... Os sabidos Sapiens Sapiens perceberam que conseguiam enrolar os mais bobinhos, os ditos Homo Sapiens Ignarus, com historinhas cheias de moral e que metiam medo, enquanto eles mesmos faziam exatamente o contrário do recomendado. Para isso, desenvolveram um modo de registrar para as futuras gerações o que inventavam, em inscrições em pedra, couro, pergaminho e papel, o que acabou dando uma cara de verdade a diversas teorias. Uma delas, descrita aqui apenas como exemplo da criatividade do Sapiens Sapiens, cheia de simbolismos (e talvez a mais aceita, porque o povo é besta mesmo), é a de Adão e Eva, um casal que vivia no Paraíso, numa vida boa, sem trabalhar nem fazer nada, às custas do papai todo-poderoso, o onipotente, e aí aparece uma serpente endiabrada que, a título de dar um up naquela relação, convence a Eva a oferecer um daqueles frutos proibidos por Deus ao coitado do Adão onimpotente, e ele, na primeira mordida, começa a sentir a presença entumescente de seus antepassados das cavernas (daí vem o termo "corpos cavernosos", sacou?) e isso posto, aquilo foi posto e reposto, e reposto só mais uma vezinha, vai!, até que descobriram que a brincadeirinha com aquelas partes era uma delícia. E não queriam saber de mais nada, só daquilo (naquilo)... Deus, onipresente, assistia a tudo e, como tinha o controle em suas mãos, até voltava a fita para rever algumas cenas em slow motion, mas não gostou daquela melação toda e principalmente de terem desobedecido suas ordens e, oniarara, deu cartão vermelho para os dois, que foram mais cedo para o chuveiro (oba!) e aí tiveram que ganhar o pão deles de cada dia com o suor de seus rostos (não havia padarias no Paraíso; a mais próxima ficava no Jabaquara), além de usar uma ridícula folha de parreira (por que a Eva não deu a Uva?) para cobrir aquelas partes tão agradáveis entre si. Ah!... E a Eva, pra largar de ser boba e não esquecer de obedecer as regras, ainda teria que pagar eternamente uma prestação mensal para o Banco de Sangue daquela época. Ééé... O chefe era bravo! (e pelo visto, acionista da Johnson's & Johnson's, que até hoje lidera o mercado de camisinhas e absorventes). Outras histórias derivaram dessa historinha e tiveram outros seguidores, criando outras teorias e crenças, mas a mensagem é sempre muito parecida: "Cuidado com o que, ou quem vc come e... Nunca contrarie o chefe!"

Adão e Eva - Infelizmente, tivemos novamente que lançar mão das famigeradas tarjas aqui, porque as folhas de uva Cabernet Sauvignon têm um aspecto impróprio para este horário.
Bom, daí em diante, com uma idéia na cabeça e uma historinha mal contada na mão, o Homo Sapiens Sapiens foi construindo sua história, e inventou tanto e enrolou tanto, que acabou ele mesmo acreditando em tudo que dizia. Até que um dia apareceu um tal de Darwin e inventou que o homem era parente do macaco... Mas essa história eu já contei, né?
FIM
Andam dizendo por aí que a Veja e o Fantástico estariam copiando teorias apresentadas aqui na Hora do Café, mas é meu dever esclarecer que eles são inocentes. Além disso, o que eles apresentaram, comparado aos fatos vistos aqui, é de uma fantasia assombrosa.
Escrito por Zé do Café às 11h38
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Alegria Arrelia - a pedidos
Eu me lembro, eu me lembro. Era criança, e brincava... na sala. A TV trazia, em preto e branco, todo dia, os heróis, as aventuras, a alegria do circo para dentro de casa. As tardes eram tão longas... Dava tempo de ver tudo que se queria. Os desenhos, os filmes de faroeste, os programas com gosto de festa, e o Circo do Arrelia.
Eu, que nunca fui muito de circo, naquele da TV me divertia. No cenário/picadeiro, com platéia, Arrelia, Henrique e Pimentinha, sempre vinham com uma historinha. A sonoplastia, a bandinha fazia. - Como vai, como vai, como vai? - Muito bem, muito bem, bem, bem! A platéia gritando respondia. E a perna fazia parte do cumprimento. Elegante e desengonçado Arrelia, de chapéu, paletó, colete e gravatinha. E a bengala, sempre a puxar alguém. Casavam apostas engraçadas, brincadeiras de enganar um ao outro, contavam histórias de coisas sumidas, em que um fantasma, em lençóis toscos, sapatos à mostra, nada assustador surgia, e a criançada gritava alertando o palhaço, que olhava e, deliciosamente, nada via. A história, rir de chorar não fazia. Mas o Arrelia sim, chorava de fazer rir... E tudo acabava sempre em correria para trás das cortinas, ao som da bandinha. Era assim, simples. E eu ria. Eu me lembro. Era criança, e assistia...

Era assim, simples. Clique aqui para biografia e mais fotos.
Escrito por Zé do Café às 01h45
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O homem que atraía malucos III - Eu te conheço?
Faz tempo isso. Uma segunda-feira garoenta, umas 18:30h, mais ou menos. O costume era (e ainda é) os ônibus estarem superlotados, mas parecia que a população toda de São Paulo havia descoberto as delícias do transporte coletivo naquele dia, naquela hora... Depois de deixar passar, por puro comodismo ou por amor às entranhas, dois ônibus que mais pareciam carros alegóricos de um enredo urbano num carnaval de horrores, resolvi que no próximo eu embarcava, viesse como estivesse! E ele veio como estava: até a tampa! Naquela época eu usava, além da pasta verde tamanho A3, uma mochila do exército a tiracolo pra levar o material da faculdade, e naquele dia, três quilos de argila dentro dela me levavam a questionar se a arte, e eu, merecíamos passar por aquele suplício... Depois de ser condenado por minha gentileza a ser o palhaço que fica pendurado na porta por uns dois quarteirões, fui abrindo espaço entre senhoras bundudas, dá licença, estudantes abraçadas a seus cadernos espirais assassinos das blusas de tricot, dá licença, trabalhadores recém-ensaboados, dá licença, e empregadas de cabelos cremosos, ufa!, até me estacionar num lugar depois da roleta onde uma janela aberta me fornecia o oxigênio para sobreviver àquele massacre da carne moída. Minha mochila, lastreada pela alça, chegou um pouco depois. Puxei-a para a minha frente para proteger a argila, já sovada até ali o suficiente para ser facilmente modelada, e fui me ajeitando, desculpe! Quando levantei a cabeça para olhar o caminho percorrido foi que notei aquele rosto desconhecido sorrindo para mim, e ao cruzarmos os olhares, um efusivo e intermitente levantar de sobrancelhas me certificou de que era mais um maluco na minha vida... Pensei: "Cacete! Quem é esse cara?" e evitava olhar novamente, mas sentia que ele fixara o alvo e tentava uma aproximação pelo flanco esquerdo... Não tinha para onde fugir, a não ser pela janela, mas achei que ia parecer maluquice minha, então esperei. Quando o cara estava à distância de uma senhora e duas gordinhas de mim, já foi falando alto: - Faaala, Vítor! - Ele conseguiu, com grande esforço, atracar ao meu lado e arrumando a pilha de cadernos que levava na mão direita, me olhava abrindo um grande e maluco sorriso - Quanto tempo, hein? Olhei para aquela cara alegre e não pude ficar imune. Também alegremente respondi: - Olha, eu não sou o Vítor! - reparei que o povo em volta ficou curioso, atitude normal num ônibus lotado quando alguém quebra a rotina de reclamações, desculpas sem respostas e dá licenças atrasados. - Como não é??? Huahua!... Você, hein?... sempre engraçadinho! Huahuahua! (naquela época, essa risada era inusitada ainda). Você é o Vítor, sim! - Nããão! Não sou não, posso te garantir! Hehehe! - ainda tentei ser amistoso. - Puta merda, Vítor! Você não tá me reconhecendo, cara? O Claudio, do Imaculada, lembra? Por um momento achei que pudesse ter falhado minha memória; o nome pelo qual me chamava era meio parecido com o meu; mas não... eu realmente nunca tinha visto aquela cara maluca! - Não, cara, tenho certeza... - Pô, meu! Pára com isso! - e com a mão que segurava os cadernos me deu um empurrãozinho (odeio isso, todo mundo sabe). - Vitããão! - Olha, eu não sou esse tal de Vítor aí, e nunca te vi na minha vida! Falou? - Meu, não é possível! Você é o Vitor sim! Você não morava na Lapa, estudou no Imaculada e tocava violão? - Não... Não... E não! Percebi que à medida que eu ia ficando puto, mais animada ficava a platéia, principalmente os sentados que, quando eu olhava, desviavam o olhar para fora do ônibus com um sorrisinho... Mas o maluco insistia, depois de uns segundos de silêncio me olhando: - Tem ido pra Ubatuba? - Ah, meu saco!... (risos na platéia) Eu nunca fui pra Ubatuba, cara! Dá licença! - Huahuahua! Boa!... Você não saía de lá! Nunca foooi... - e mais um empurrãozinho (é foda!). Como vi que seria difícil me safar, decidi que responderia ironicamente, e numa boa, à próxima pergunta só pra ver se desconcertava o maluco, então ele disparou: - E seu irmão, como vai? - Ah, tá estudando bastante, esse ano acho que vai tentar entrar na... - ele me interrompeu: - Huahuahuahua! O Cléber? Estudando??? Você deve estar maluco! Ô, Vitão! tá me zuando, cara? Seu irmão era o maior vagau! Cansei de passar cola pra ele no colégio! Maior burrão o Cléber! Huahuahua! Meu truque não deu certo, notei isso pelas caras alegres da platéia de sentados e pendurados, que perceberam minha paciência se esgotando, e que eu estava prestes a explodir com o cara. Além disso, eu não deixaria ninguém falar assim do meu irmão, certo? (se eu tivesse um irmão...). Ele continuava me olhando fixo, a uns 30cm do meu rosto e aquela expressão sincera, suplicante, me fez crer que ele realmente achava que me conhecia. - Pô, Vítor! Lembra lá do clube? Felizmente (para o maluco), quando eu me aproximava do meu ponto de explosão, meu ponto de descida também chegava, e fui saindo, abrindo caminho de novo entre as risadinhas e os olhares até a frente do ônibus, que era por onde se saía naquela época. - Dá licença, dá licença... vai descer? Dá licença... Quando encostei no último cano antes da saída, puxei o sinal de parada e olhei para trás, e o maluco do Claudio, lá do meio do ônibus deu sua última nota, mas desta vez não ficou sem resposta: - VITÔÔR! Dá um abraço na tia!!! - VAI À MERDA! - respondi na mesma altura... Teve gente que riu e gente que não entendeu. Desci do ônibus e senti os olhares de reprovação dos passageiros que não acompanharam a história toda, talvez me achando um grosso ou um maluco, e no meio deles, o Claudio me olhando alegre, já com o ônibus em movimento, acenando um longo tchaaaau para mim... Um dia desses me lembrei dele... Onde andará o Claudio, né?

Calor Humano. Num coletivo lotado sempre temos em quem apoiar, quando a coisa aperta... Hehehe!
Escrito por Zé do Café às 15h32
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Joguinho da Hora
Recebi alguns e-mails com reclamações de pessoas dizendo que gostavam mais da Hora do Café quando os posts eram curtinhos e os assuntos eram mais leves e eu não era um cara tão preocupado com as ciências e com as coisas erectas, e que eu tô isso, eu tô aquilo (opa! aquilo não!), que inventei esse negócio de posts seriados porque estou sem assunto (como se fosse fácil falar duas, três vezes da mesma coisa!) e que estou elitizando o blog e o escambau. Além de estar demorando muito para postar... Como não gosto de ver gente descontente, principalmente se a gente descontente me deixa descontente, humildemente aceito as críticas dos insatisfeitos e prometo que da próxima vez nem abro os e-mails... Hehehe! Sendo assim, o post de hoje não levantará (ops!) nenhuma teoria espantosa, nem penetrará fundo em nenhuma questão delicada. É só um joguinho daqueles do tipo O que é, o que é?, bem rapidinho e que, com certeza, não exigirá grandes interesses científicos ou filosóficos de ninguém... Tá? Aff! Eu mereço! mas ficando todo mundo contente, pra mim tá muito bom! e a gente tá aqui pra se divertir, certo?
Então vamos lá! Vamos ver quantas você acerta! Animal que tem nas festas juninas:............Escorpinhão Animal que não vai aparecer aqui hoje:.....Rinocerontem Animal que chega na frente dos outros:..........Elefantes Animal que se move muito devagar:.............Borbolenta Animal que faz muito cocô:.......................Dromerdário Animal que os gregos adoravam:.......................Giralfa Animal que tentou, mas não conseguiu:..........Búfalhou Animal que se usa para tingir os cabelos:..........Ihenna Animal que os judeus adoravam:.............Hipopótalmud Animal que os escritores usam mais:............Borboletra Animal que é meio desengonçado:...........Camondrongo Animal que o domador mais gosta:..........Estrela Domar Fruta que o Rubens Barrichelo adora:................Abakart Fruta que os franceses só dizem sim:...................Kioui Fruta que o Arnaldo mais gosta...................Jaborticaba Fruta que lutou na Guerra do Paraguai:...........Abacaxias Fruta que dá na usina atômica:........................Pitangra Fruta que o pessoal do reggae cultua:............Maracujah Fruta que os homens usavam sob as calças:....Aceroulas Fruta que queremos ver nos jogos de futebol:..Morangols Fruta que faz a gente não continuar:...Castanha do Parar Fruta que dá sono nas crianças pequenas:......Bananinha Fruta que não mostra tudo o que tem:...Fruta-do-Esconde Vegetal que brota entre as pernas:...................Ervirilha Vegetal que nunca perde a majestade:.............Reipolho Vegetal que não dá trabalho pra plantar:.............Alfácil Vegetal que deu a vida por uma causa:............Tomártir Vegetal que deixou de ir à missa:....................Excarola Vegetal que acha a ópera um saco!:.........Humilho Verdi Vegetal que é nada para os italianos:...........Rabaniente Vegetal que demorou a chegar:...............Batatardou-se Vegetal que brota no pé, se o sapato aperta:....Cebolha Vegetal que não é muito esperto (feminino):....Abobinha Vegetal que você nunca deve dar as costas:..Beteenraba

Muito cocô... Na verdade, o Dromerdário está cagando e andando se o confundem com o Camelo.
Bom, vou parar por aqui, que isso não tem fim... (Um dia falo da importância dos animais, das frutas e dos vegetais na corrida espacial. Hehehe... Não hoje!)
Escrito por Zé do Café às 13h51
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