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Hora do Café
 

Meia Margherita/Meia Aliche

Faz tempo que estou querendo falar aqui sobre elas, mas alguma coisa sempre me distrai, e o assunto acaba mergulhando nas águas turvas dos meus pensamentos... e foge de mim. Mas hoje peguei o assunto pelo rabo. As Sereias sempre me encantaram. Meio mulheres, meio peixes, que idéia! Elas estão em várias culturas diferentes, como a hindu, a nórdica e a grega (as sereias clássicas eram meio mulheres, meio pássaros, e por isso mesmo, meio sem graça). São seres fantásticos, sem dúvida, como o unicórnio, o centauro, o saci-pererê, o Paulo Coelho, etc... (um dia falo deles também).

Já li muitas coisas legais sobre elas. Lendas maravilhosas de marujos desavisados que se perdem no fundo do mar, atraídos por seus cantos e encantos; Ulisses, curioso, porém esperto, amarrado ao mastro de seu barco para resistir a seus chamados (queria saber quem limpou os ouvidos de sua tripulação, os quais ordenou tampar com cera); Orfeu tocando sua lira com amplificador para salvar seus marujos; Colombo e suas feias sereias (na verdade peixes-bois, coitado!); até Disney e aquela coisinha meiga... Eu, ao contrário delas, não me sinto dividido; só me atrai a parte de cima...
Mas pairam algumas dúvidas sobre esses seres fabulosos que gostaria de levantar aqui, apenas a título de curiosidade. Primeiro: para que servem os seios das sereias? Elas são mamíferas? Segundo: as lendas dizem que elas aparecem sobre rochedos, penteando seus lindos cabelos. Onde elas guardam seus pentes? (seriam como tu, Coelhinho da Páscoa, que possui um bolso?) Terceiro: a parte mulher não fica com os dedos enrugados de ficar na água? Quarto e outras mais: Quando são bem criancinhas, meio alevinos, ficam num viveiro? Elas se alimentam de raçãozinha? Ou, meio canibalescas (só meio), encaram uma bela moqueca? A parte de baixo, a escamosa, cheira a peixe? No mundo sexual das sereias (e dos tritões, a versão masculina) existe a prática do sexo oral? E masturbação? Dá? Existe sereia grávida? (existe uma ova!...Hehehe) E depois de dar à água (não podem dar à luz porque o fundo do mar é escuro), elas levam o nenê pra casa num saquinho plástico?
Alguma pessoa já teve essas dúvidas? Ou serei a... primeira?

Algumas lendas mais modernas dizem que é bom ter cuidado com a metade peixe, principalmente durante a TPM... Hehehe!



 Escrito por Zé do Café às 11h49 [] [envie esta mensagem]



Roses are Roses - A Poesia ao alcance de Todos

Uma amiga minha (a Lúcia) conta que um dia, ao chegar em casa, encontrou este bilhete pregado à geladeira.
A princípio, assustada, pensou ser um bilhete de suicídio, mas era apenas um recado de sua empregada, a Rose, que na verdade se chama Rosyneide (na família ela é Neide, o que dá uma certa confusão quando se liga pra casa dela, pois são quatro Roses com terminações diferentes por lá: Rosymeire (a Meire), Rosyneide (a Neide), Rosynalva (a Nalva) e Rosylene (a Lena); mas isso é outra história... Qualquer dia volto a falar de nomes do sul da Bahia, hehehe...).
Esclareço que este não é um caso para estudos Antológicos, porque Rose (a Neide) apenas não sabe escrever direito, além de não estar emitindo nenhuma opinião escabrosa sobre nada. Por enquanto, né?...
Mas, o bilhete é digno de nota por seu conteúdo ter passado raspando pela poesia, e também pelo seu efeito, levando minha amiga (a Lúcia) a pensar que iria encontrar Rose (a Neide) enforcada na copa...

Dona Lucia
Deixo essa forma de vida ela estar dificil demais
E muito pesado pra mim
Amanha vejo isso, do Ceu Jardim a Areia
e o resto... fica com Deus.
Rosy

Tradução livre:
Dona Lúcia,
Deixo essa fôrma (do assado) sem lavar, devido à dificuldade de limpá-la.
O serviço é muito pesado para ser feito num dia só.
Amanhã cuido disso, do seu jardim, da área (de serviço) e do resto.
Fique com Deus.
Rosy (ela adora o "y", então, vamos mantê-lo)

No Futuro do Passado, as Roses já prestariam serviços às famílias... Na ilustração vemos uma famosa Rose declamando um poema na hora do café.



 Escrito por Zé do Café às 09h45 [] [envie esta mensagem]



Atualizações não muito atualizadas

1 - Últimas notícias sobre o nosso querido Santana dão conta de que a Anta Filósofa queria mesmo sair do emprego. Portanto, não derramemos muitas lágrimas... Tudo passa nessa vida!... E bola pra frente! (...nunca tentei, mas isso deve dar uma dor no saco!)

2 - Outra notícia curiosa e que só vem confirmar que nada é por acaso (exceto o que dá certo) é que o visitante número 6.000 da Hora do Café, foi ninguém menos, ninguém mais que o digníssimo Dr. Aleixo, advogado de Deus e do Diabo, que foi o visitante número 5.000! Isso também quer dizer outra coisa: Eu mereço!!!

3 - Agora, a coincidência incrível e que também não tem nada a ver, é que no Blog do Aleixo, o Impressões do dia-a-dia, tem um post enorme do Joy Division, a banda preferida do Santana, e exatamente no dia de sua demissão!!!

Coincidência, Paranóia ou Mistificação?



 Escrito por Zé do Café às 21h05 [] [envie esta mensagem]



Adieu, Mon Ami!

Hoje era dia de colocar um post fresquinho aqui, mas devido aos acontecimentos recentes, deixarei a frescura de lado e contarei logo o triste ocorrido...
Santana não está mais entre nós...
Pois é. Ainda não sei os motivos que levaram Junior, The Master (o dono), a tal ato, mas o fato é que o Santana foi para o olho da rua, deixando órfão esse Blog, e viúvas algumas esperançosas gatinhas que freqüentam a Padaria.
Parece que foi ontem (na verdade foi anteontem) que discutíamos sobre Quem é Quem na arte moderna, quando eu voltava decepcionado da exposição do Picasso e ele me disse que eu tinha era inveja do pintor... Bons tempos aqueles de anteontem...
Agora a Padaria será um lugar comum, sem Filosofia, sem Arte, sem História e sem Geografia (mas pelo menos mantém o café e o pãozinho, o que de certa forma compensa!).
Eu tenho certeza de que o Santana jamais deixará a Hora do Café sem a sua contribuição, porque, de lá onde ele se encontra agora, ele olha por nós, nos acompanha, e acima de tudo porque ele tem o meu telefone...
Vai, Santana, vai ser guache nessa vida! (ele adora pintura...).

Santana, no dia do Homem Invisível, faz um "V" premonitório de: "Vou perder meu emprego"



 Escrito por Zé do Café às 09h00 [] [envie esta mensagem]



Há Normais ou não há?

Tem gente que me surpreende mesmo quando eu sei que vai me surpreender.
Esse diálogo abaixo foi travado um dia desses, enquanto eu esperava por alguém e essa singular pessoa apareceu. É uma pessoa que costuma andar com roupas que eu diria não muito convencionais, tipo: um gorro listrado, um cachecol xadrez, um casaco 7/8 preto, por baixo uma camiseta regata laranja, luvas pretas, uma calça camuflada com um cinturão bem largo e repleto de tachas metálicas, botas militares, correntes com cruzes estranhas no pescoço, bottoms e pins, essas coisas... Detalhe: tudo isso ao mesmo tempo! Pelo corpo, uma verdadeira exposição de piercings e tatuagens. Quando consegue um raciocínio lógico, vem um linguajar meio "mano" meio "cabeça", com um toque meio "bicho", "tá ligado"?
Então, essa pessoa me aparece de repente, de calça jeans, camiseta pólo bege, jaqueta e tênis branco. Normal de tudo.
Aí começo a batalha em busca de um diálogo:
-Oba, tudo bem? Mas hoje você está normal, hein? Hehehe...
-Como assim, "normal"?
-Desculpa... É que essa roupa aí...
-Desculpar o que?
-Não!!! É que eu te chamei de normal, e isso, para uma pessoa como você, pode ofender, né?...
-Como assim, "como eu"?
-Sei lá, cara! Não que você seja anormal, mas...
-Mas me chamar de anormal é normal...
-É... Anormal seria chamar de normal, né?
-É isso aí!... Normal, cara! Fica frio...
Fiquei.

O anormal, quando se normaliza, fica mais anormal ainda. Mas nos parece normal...



 Escrito por Zé do Café às 12h35 [] [envie esta mensagem]



Nos escudos dos outros é refresco!

Outro assunto que me atrai muito é a Heráldica (aliás, acho que vou parar com essa besteira: todos os assuntos me interessam! Pronto!).
A Heráldica trata da simbologia, análise, composição e evolução dos brasões. Em resumo, o brasão é como se fosse um logotipo de uma família, só que ele conta uma historinha, diz quem é quem. As famílias reais prezam muito seus brasões, porque eles mostram suas origens, conquistas e lemas, e cada membro de uma família pode ter ainda o seu próprio brasão, se o Rei autorizar. Aí, um príncipe se casa com uma princesa, dando origem a uma outra família, e os designers reais elaboram um novo escudo, mostrando a união das duas famílias, etc... Mas eu não me aprofundo muito nos escudos dos outros, não (a não ser que peçam...). Aprecio-os mais pela forma que pelo conteúdo.
O Príncipe Charles, nosso amigo de outros posts (28/01), por exemplo, tem esse incrível brasão aí embaixo, onde a gente pode contar treze nervosos leões; sete coroas com cruzes e flores-de-lis; uma coisa que parece uma harpa dourada sobre um fundo azul; uma espécie de cinta-liga de mulher onde se lê, em latim: "O Mal para aquele que pensa o Mal", amarrando essa parafernália toda e encimado por um elmo dourado, de onde saem umas folhagens com cara de cheiro-verde; uma coroa na parte de baixo, que me parece emplumada (ou são três orelhas do Pernalonga...); um Dragão vermelho, nervoso, mostrando as garras, andando num matinho verde; cinco formas brancas, nos pescoços dos bichos, como babadores; um pequeno escudo negro com quinze bolinhas, lembrando um cacho de uvas douradas ou bolas de bilhar; um leão com corpo de leopardo, patas de urso e o rabo tripartido, com a bocarra aberta, fazendo uma pose gay para a câmera (notar as unhas pintadas de vermelho); e o mais incrível de tudo: um unicórnio com cara de tarado, de chifre, crina e patinhas douradas, com uma coroa entalada no pescoço, acorrentada sabe-se lá aonde, mostrando a lingüinha vermelha, libidinoso, talvez querendo cobrir seu parceiro leonino... E ainda, abaixo, outra inscrição, desta vez em alemão, "Ich Dien", que em português quer dizer "Eu sirvo"... ????

Depois reclamam do cara ser um pouco atrapalhado. Hehehe...

Em contrapartida, nas minhas andanças pelos campos heráldicos, encontrei o brasão abaixo, que pela simplicidade mostrada deve ser de uma família que não tem muita história pra contar, ou talvez pense que seja melhor esquecer alguns fatos, sei lá... Não consegui apurar de que família é, mas que dá muito o que pensar, isso dá...

No mínimo, deve ser uma família alegre pra cacete!



 Escrito por Zé do Café às 00h03 [] [envie esta mensagem]



The Invisible Santana

Vivem me perguntando até que ponto o que escrevo aqui na Hora do Café é verdade. É difícil as pessoas aceitarem que esse mundo é realmente surrealista, e que mesmo uma coisa inventada aqui, pode estar acontecendo de verdade em qualquer lugar do planeta. Então, com a ajuda do Zé da Coca (o refrigerante; que fique bem claro isso!), providenciei uma foto do Santana, que é o fornecedor oficial do expresso da tarde lá na Padaria, apenas para provar que a Hora do Café tem bases sustentáveis, como as pernas/muletas de uma girafa pegando fogo com o corpo cheio de gavetas nuas... Bom, deixa prá lá!... Nesse dia ele estava paramentado de acordo com a nova lei que obriga os funcionários de bares e padarias a pagar o mico de usar máscara, luva e touquinha, tudo em favor da boa higiene, como se esse fosse o problema (depois não acreditam no Surrealismo das coisas...). Mas, pode-se notar, o Santana é um funcionário feliz, apesar de tudo... Quem diria que por trás dessa máscara se esconde um poeta, um filósofo (formato pocket, eu sei, mas tudo bem...), um cavalheiro? Os óculos fazem parte da produção, porque o Santana, assim como o Homem Invisível, parece que não está nem aí para as coisas, mas está sim! Pois é, o Surrealismo tem dessas: o sonho se transforma em pesadelo e os dois produzem a realidade. Nua e crua. Não; ela é mal vestida e mal passada mesmo! Hehehe!...

Santana, completamente asséptico, faz pose para a Hora do Café...

... e o Homem Invisível na hora do café. Coincidência ou ironia?



 Escrito por Zé do Café às 23h19 [] [envie esta mensagem]