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Hora do Café
 

Retroexpectativa 2008-2009

Bom, pelo menos não vamos deixar terminar esse ano sem a nossa tradicional Retroexpectativa.
Sei que alguns irão dizer: "Esse blog deveria se chamar "Hora da Retroexpectativa", porque quase anual é a frequência de posts, e que têm lá suas razões, mas a estes eu direi: Me deixa eu com meu blog!!! Além do que, no ano passado nem a Retroexpectativa 2007/2008 eu fiz! Hehehe...
Então vamos lá:

2008 foi um ano cheio de modas e assuntos da hora. Sendo assim, esses foram alguns dos assuntos da Hora, separados, como sempre, por assuntos (acho que é por isso que não escrevo mais, tem hora que nem eu me entendo...):

Política Nacional: 2008, o ano do futuro.
Entre uma derrapada e outra, o Brasil se consolida nas curvas da estrada da democracia. Mas ainda não sei se esse governo é bom mesmo, se ainda está bebendo da fonte de quem realmente colocou essa geringonça de país nos eixos, ou se apenas tem uma sorte do cacete... A notícia do descobrimento de reservas de petróleo do Pré-Sal foi, no mínimo, um trunfo para o marketing do governo, mesmo que, para se extrair as riquezas oleosas daquelas profundezas, tenhamos que gastar uma grana salgada.
Seja como for, acho que para o Brasil será um bom negócio, num pré-futuro distante, como barganha e ameaça de um dia ser um país autoeficiente.

Num jantar de dirigentes internacionais...

Política Internacional: 2008. Um ano de contrastes.
Durante seis longos meses a Rede Globo insistiu em tentar explicar o inexplicável sistema eleitoral americano, como se isso interessasse ao limitado povo que lhe dá audiência, para no final resumir tudo na simplista informação de que... Um negro chegou à Casa Branca! É com você, Fátima! - 3 segundos depois - OK, William!
Ora, muito mais apropriadamente, alguns meses antes uma mulher já havia assumido a Casa Rosada!
Mas, analisando tecnicamente, é a vitória do alto contraste! Ou, complementariamente, algo como se um verde tivesse chegado à casa vermelha ou um roxo à casa amarela (eu mesmo conheci um negro que morava na Casa Verde e, talvez pela falta de contraste, nunca foi notícia...)
Seja como four, os quatro próximos anos dirão se o povo norte-americano-que-ainda-não sabemos-como-elege-presidentes "Do The Right Thing".

Nossos bosques têm mais vida, nossos obamas têm mais cores...

Adendo: Registro aqui o recorde de comparações com um presidente latino-ameríndio-do-sul e com um outro latino-torneiro-mecânico-do-abc, como se Barack Obama não tivesse estudado pra cacete na vida e não tivesse uma brilhante carreira como professor, escritor e senador, além de ser um norte-americano em todos os sentidos, inclusive no de amanhã resolver jogar umas bombinhas por aí... ou por aqui.

Artes/Sociedade: 2008 - Pichação ou pixels, tudo é arte nua e crua.
Numa edição moribunda da Bienal de São Paulo inventaram uma saída criativa para a falta do que mostrar: não mostrar nada!
E assim, um andar inteiro do sinuoso e niemaresco prédio ficou vazio... Até que um bando de desocupados invadiu e pichou rabiscos que só eles entendem, para marcar território apenas entre eles e se imaginar artistas de rua, entre eles. Tudo com a anuência da organização da Bienal que, para colaborar com o "happening", fez arte e chamou a polícia pra descer o cacete na molecada inútil. Resultado: uma coitada foi enquadrada na Bienal de São Paulo.
E ficou na cadeia por 50 dias. Os jornais já a estavam chamando de artesã e os artistas se mobilizando pelos direitos dos animais irracionais quando lhe concederam um habeas corpus ignarus e ela pode voltar ao seu brilhante anonimato.
Enquanto isso, um cara pelado recebia doações espontâneas dos visitantes da Bienal. Primeira coisa que recebeu: roupas! Conclusão: O povo sabe como destruir uma idéia! Hehehe...
Seja como está sendo, a arte não é mais a mesma, mesmo quando mostra a mesmice.

Na foto, artista de rua devidamente autorizado pela direção, deixa seu protesto nas paredes da Bienal do Vazio.

Esportes: Em 2008 teve Olimpíada? Onde?
Tivemos uma olimpíada chinesa que, entre altos e baixos, teve recordes batidos, juízes apanhando, varas sumindo e, ao final, ninguém se lembrava mais do recorde de protestos mundiais contra as violações dos direitos humanos que fizeram parecer que elas só ocorrem por lá.
Seja como foi, agora tudo já voltou ao normal e a poluição e a pobreza já podem sair de trás dos tapumes. E o resto do mundo pode se preocupar novamente com o que resta do mundo.
Ah... como sempre, e apesar do esforço galvanobueno de nossos atletas, o Brasil foi um fiasco. BRASIL-IL-IL!

Nesta placa faltou a mensagem: Não dê comida às nossas comidas!

E assim caminhou o ano de 2008 e caminhará o de 2009... Teve muito mais coisas, mas é melhor parar por aqui, se não começa o ano e eu não termino o post! Hehehe...

Ah!... Prometo que em 2009, ano regido pelo Sol, a Hora do Café sairá das trevas.
Veremos, veremos...



 Escrito por Zé do Café às 12h35 [] [envie esta mensagem]



Dia dos Nãomorados

Para você, caro leitor, cara leitora, cara pessoa que só vê as figuras, que se deprime nessa data, é dedicado o post de hoje, Dia dos Namorados.

Pensemos:

O Dia dos Namorados é um dia como outro qualquer, a não ser para os restaurantes, floriculturas e motéis. Para que serve essa data para uma loja de parafusos, por exemplo? E se você fosse dono de uma empresa de dedetização? Não adianta, não iria vender mais nessa data (para a loja de parafusos eu até teria umas idéias de marketing, talvez...).

Não se deprima. Não existe mal nenhum se você não se enquadra nas comemorações desta data, porque veja:

Dia do Índio: você é indígena? Tem um índio seu? Não, né?

Dia da Árvore: você tem uma árvore sua? Improvável.

Dia da Bandeira: você sai com sua bandeira pelas ruas? Difícil.

Dia do Soldado: tem um aí do seu lado? Tem? Espero que sem algemas.

Dia do Professor: há quantos anos você não tem um? Sente falta?

E assim vai...

Além de tudo, depois que passa o dia, talvez seja melhor não ter namorado...

Então, não é uma comemoração para todos... E você, sem-namorado, sem-namorada, pode ficar de fora, sim!

Comemore outras datas.

Ou espere inventarem o Dia do Deprimido pelas Datas Comemorativas.

 

Ah, para quem não sabe, dia 15 de agosto é Dia dos Solteiros. Não vá arranjar um amor até lá e estragar a comemoração, hein?

Hehehe...



 Escrito por Zé do Café às 13h21 [] [envie esta mensagem]



Mudou o mundo ou mudei eu?

Mudei eu. De casa.

Faz bem mudar, dizem. Uma mudança mexe com a gente (com a coluna, principalmente).

Dizem também que é um bom momento para nos livrarmos de coisas que juntamos pela vida, sem as quais a vida seria exatamente a mesma. Coisas que "um dia posso precisar de uma caixa assim" e também aquelas a que nos prendemos por razões que "não posso me desfazer dessa cadeira, foi da vovó..." (talvez vovó até odiasse essa cadeira) ou as coleções de discos "olha essa capa!", livros "vou reler um dia", revistas "tenho desde a nº 1", os cristais "são tão lindos" e os objetos "que saudade!" que ficam escondidos e só aparecem na hora de embalar para não estragar na mudança... FRÁGIL!

Resumindo, é hora de dar uma limpa geral!

Mas o que levar? O que jogar fora? Se levar, onde colocar? Jogar fora como? Onde? O que doar? Para quem? Vender? Quem vai querer isso? Pagam tão pouco...

Não, não é fácil mudar. Na dúvida, trouxe tudo.

Mas mudei.

 

 

A geladeira é sempre um problema nessas horas...

 

E agora, tudo mudado, ao mundo, que nunca mudou nem mudará, faço a pergunta:
- Em que caixa está mesmo???



 Escrito por Zé do Café às 03h08 [] [envie esta mensagem]



Verdade que é hoje?

Não consigo me lembrar de quando foi que ouvi, pela primeira vez, que o 1º de abril é o Dia da Mentira.
Seja como for, sei que acreditei (o que já me confirma que não foi em nenhum dia 1º de abril. Eu não cairia
nessa...).

Como fazer a cabeça de um pequeno mentiroso. Segundo um tal de Grilo Falante, não é fácil...


Mas me lembrei de um fato interessante, um colega, o Paulo César, daqueles primeiros anos de escola que,
num daqueles primeiros 1º de abril em convívio social, chorava toda vez que algum outro garoto ruim (e garoto ruim nunca faltou em época nenhuma) vinha tentar lhe pegar numa mentirinha, por mais idiota que fosse, do tipo: "Paulo César, sua calça tá rasgada!"
E o Paulo César:
- Buááááá!!!! - sem nem conferir se estava mesmo - abria o berreiro.
Os "amiguinhos", como mandam as comemorações do dia, gritavam:
- Primeiro de Abriiil!!!
Mal o Paulo César estancava o choro, ainda soluçando, vinha um outro:
- Paulo César, tem um bicho no seu cabelo!
- Buáááááááá!!!! - chorava com mais vontade ainda o Paulo César.
- Primeiro de Abriiil!!! Primeiro de Abril!!! Hahaha!...
Não sei quantas vezes o Paulo César chorou naquele 1º de abril, nem me lembro dele em outros Dias da
Mentira, mas lembro de um colega explicando pacientemente pra ele que o dia 1º de abril era o Dia da Mentira, que era tudo brincadeira, que não precisava chorar...
Sabe qual foi a reação do Paulo César?
- Buááááááááááá!!! - abriu mais ainda a represa, desconfiado da informação do colega.
- Ta bom, ta bom, é mentira! - ainda tentava o outro.
E aí mais o Paulo César chorava....

Espero que o Paulo César tenha se tornado um homem de verdade(s), porque, se ele resolveu descontar, nós estaremos votando nele logo logo...



 Escrito por Zé do Café às 04h46 [] [envie esta mensagem]



Cartão corporativo para todos!

Para que serve um cartão de crédito senão para gastar?

Não vejo motivo pra tanto alarde nessa história dos cartões corporativos do governo.

Imagino que essas pessoas ora no poder precisam realmente ter algumas facilidades para bem realizar as importantes tarefas de que estão incumbidas no serviço público. O povo elegeu seus condutores, tem que fornecer os meios, assim como um empregador deve fornecer papel higiênico para seus empregados (eu sei, o exemplo não foi dos melhores, mas passou perto...).

Ou alguém aqui quer ver seus governantes mal nutridos, passando necessidades e preocupados com suas contas, quando precisam ter tranqüilidade e disposição para cuidar de nossas vidas?

Nessa foto antes-e-depois vemos um exemplo de como nosso dinheiro é bem empregado por nossos eleitos.

Valeu ou não valeu a pena?

 

Ta certo que houve alguns excessos, mas o que seria a vida sem uma mesa de snooker (eu sei o que é, pois nunca tive uma), sem restaurantes finos (também sei), sem carrões confortáveis e combustível à vontade (busão vai aumentar por esses dias), sem viagens e hotéis de luxo (como assim, luxo?) e sem uma boa tapioca (isso foi um exagero mesmo... rs). Além disso, quem sabe o que é necessidade sabe o que são primeiras necessidades.

Dizem que lá em Brasília alguns funcionários mais preocupados ainda questionam: “Mas quem vai pagar a fartura?”.

A economia vai bem, nunca nesse país o melado foi tanto para tantos se lambuzarem. Bem que o governo poderia estender essa facilidade para todo mundo, né?

Também quero o meeeeu!

 

 

Pior é que eu não tenho a mesma imaginação que esses caras-de-pau têm. Não sei nem onde gastar...

 

Já sei! A mesa de snooker!



 Escrito por Zé do Café às 11h28 [] [envie esta mensagem]



Alô meu povo antenado!...

Segunda-feira de Carnaval.
Imagino que, se chegasse a essas terras por esses dias, um extraterrestre perguntaria:
- Mas festejam o que?

Barracão da Mangueira, dias antes do desfile.
Dizem que é uma correria pra deixar tudo pronto, e que o carnavalesco Joãozinho Spielberg fica possesso se algo der errado.


Frase da semana, ouvida de um nostálgico senhor na rua:
"Odeio carnaval. Antigamente é que era bom...
Odiar os carnavais de antigamente é que era gostoso."



 Escrito por Zé do Café às 11h06 [] [envie esta mensagem]



Respiro, logo, penso

A questão dos 4 elementos, levantada no post anterior, ficou passeando pela minha cabeça esta semana. Uma pequena pesquisa me levou a pequenos resultados e, como algumas coisas ficaram no ar, não satisfeito, resolvi sair a campo (na verdade, sair a padaria) para saber o que as pessoas reais pensam sobre o assunto. Desci, então, para tomar um café e um pouco de ar...

Logo de cara encontrei uma amiga psico-esótero-místico-alternativa (sim, eu também tenho uma), achei que dali, debaixo daqueles cabelos vermelhos, poderia brotar algo interessante, então oi, beijinho, tudo bem?, perguntei:

- Me fala o que você sabe sobre os 4 elementos...

- Bom, sei lá... - disse, meio sem segurança pela pergunta à queima-roupa - Tuuudo está relacionado aos 4 elementos, Terra, Fogo, Água e Ar. Nosso corpo...

- Nosso corpo? - interrompi, curioso.

- É, olha só: nossos ossos são a Terra, a energia que nos move é o Fogo, o sangue é a Água, e o Ar... o Ar é o ar mesmo, sem ele a gente não vive...

- Ahnn... entendi. Vamos tomar um café? - convidei, sabendo que ela odeia café mais apenas do que os chás comerciais da padaria, evitando assim um aprofundamento na questão e que a astrologia atropelasse o assunto, como sempre.

- Ah, que pena!... tô indo pra minha terapia agora, atrasadaaaça!... me liga pra gente conversar. Você é Capricórnio, né? É Terra! (não falei?)

- Sou Sagitário... É Fogo! Hehehe! Ligo sim... - beijinho e tchau e fiquei interpretando o que colhi. Ossos e Terra foi legal, Fogo e energia até vai, mas sangue e Água forçou a barra, e o Ar... o Ar ficou meio no ar, mesmo.

Um menos místico (bem menos) relacionaria a Terra às minhocas, o Fogo aos bombeiros, a Água à chuva, e o Ar... ah, o ar fica sempre no ar mesmo.

As bruxas sempre colocam em suas receitas ingredientes relacionados aos 4 elementos. Rabo de lagartixa, por exemplo, está ligado ao Fogo, por acreditarem os antigos que esse animalzinho possuía uma libido exacerbada (daí o termo: Ela tem um Fogo no Rabo!).

Entrei na padaria, finquei os cotovelos nas minhas marcas no balcão e pedi meu café. Em seguida chegou o segurança da rua, rádio na mão, e pediu um com leite. Dei um tudo bem, Silva? e ele um tudo bem, Zé? e achei que seria um bom contraponto saber o que iria sair daquela segurança toda e assim, por cima da xícara do café, perguntei direto:

- Sabe alguma coisa sobre os 4 elementos, Silva?

- Não eram 4, eram 3... o da moto e mais dois que tentaram entrar na loja. A viatura já levou os dois. O da moto fugiu, foram atrás dele, mas sumiu no Ar - o rádio grasnou algo ininteligível a ouvidos não treinados a ininteligências, como os meus, ele atendeu, mandou uns QAP e uns Positivo! e, me olhando, arrematou - É Fogo!

- Éééé!... – concordei e resolvi não perguntar mais nada, já que os 4 elementos, nessa profissão, podem ser 3, ou mais, dependendo do tamanho da quadrilha... Continuamos o café e logo ele foi atender ao chamado, com um tchau e um gesto de pinduraí! para o garoto do café (seguranças seguramente têm umas boiadas). E eu fiquei ali, no Ar...

 

 

Segundo populares, os elementos se evadiram fantasticamente do local do crime.

 

Terminei o café, paguei (eu não tenho umas boiadas) e saí da padaria apontando uma boa tragada para a banca de jornais, a apreciar capas de revistas que jamais leria e notícias fresquinhas lidas ontem na internet (quem lê tanta notícia?...). Encostou o filho de um vizinho à procura de um sei lá o que de música e, com um oi, Zé!, me deu o gancho para a pergunta:

- Marcelo, vem cá, você sabe alguma coisa sobre os 4 elementos?

- Sei tudo, cara! Tamo montando uma banda cover... a gente toca um pouco de tudo, Police, Paralamas e tal, mas o forte mesmo é Beatles. Essenciais, cara, essenciais!... Gravamos um cdzinho pra vender na escola, galera gosta, vende que nem Água... - disse, com expressão alegre de quem ainda não foi apresentado à vida, seguindo com a vista um carro lotado que passava buzinando e parava logo abaixo – Deixa eu ir... tchau, Zé!

- Tchau! – respondi e atravessei a rua pensando na força desses 4 elementos, ainda essenciais quase 50 anos depois, Let It Be na cabeça e pensamentos no Ar...

 

 

Por que nessa foto só um elemento está de gravata? A garganta é a passagem do ar que entra pelo nariz... Nariz? Seria Ringo o Ar?

 

Na lotérica, colaborando para a fortuna do próximo ganhador da Mega-Sena, eu pensava:

É, existem mais elementos entre a Terra e o Ar do que sonha nossa vã filosofia... (mas é fato, sem respir... ar fica difícil filosof... ar).



 Escrito por Zé do Café às 16h04 [] [envie esta mensagem]



A Volta dos que não Fouram

Hoje, dia 18 de janeiro de 2008...
Uma data comemorativa para esse humilde blog (precisamos largar esse complexo de inferioridade). Sim, porque comemoramos o aniversário de 4 anos da Hora do Café e, o mais surpreendente de tudo, completamos 1 ano inteirinho sem publicar um único e mísero post! Ééééé, um ano!
Sei que alguns irão dizer: Mas é um relaxado mesmo!  - e outros dirão: Mas é um relaxado mesmo! -  mas sei que a maioria dirá: Mas é um relaxado mesmo!

Essa antiga gravura foi encontrada recentemente numa ruína do que se supõe ter sido uma cafeteria alquímica renascentista e certamente representa os 4 elementos imprescindíveis à vida: a Água, o Fogo (para aquecer a água), o Café e o Açúcar. Nessa época ainda não havia sido inventado o coador...

Eu poderia vir aqui e dar as mais esfarrapadas desculpas, dizer que foi promessa (prometi não fazer mais isso), que estava de férias no Pantanal, que fui seqüestrado pelas Farc (Forças Antiblogs Relacionados a Cafezinhos), que peguei febre amarela, que estava no Tibet meditando sobre o sentido da vida de blogueiro...  mas não... Pra que inventar? Acho que meus leitores (todos os... 4!) merecem uma satisfação e merecem, acima de tudo, saber o que me aconteceu nesses sofridos 365 (3 + 6 - 5 =... 4!) dias de silêncio. Foi assim:
No ano passado, logo depois de publicar o post anterior, fiz uma viagem ao Mato Grosso, para visitar amigos que não via
já havia uns... 4 anos, e lá, numa das caminhadas pela imensa fazenda, nos embrenhamos pela floresta e acabamos por nos perder. Felizmente, havia no grupo um matemático, o que evitou que andássemos em círculos pela floresta, e assim, andamos em hexágonos e octógonos por uns... 4 dias e, quando achamos que havíamos achado a civilização perdida, fomos capturados por... 4 guerrilheiros das Farc (já fiz a gracinha lá em cima). Nos levaram para seu acampamento no meio da mata e foi lá, naquele inferno verde, que adquiri uma indesejada febre amarela (se eu pudesse, optaria pela azul, mas me parece que estava em falta, e a cor-de-rosa eu recusei por puro machismo). Sofremos muito, comemos o pão que o diabo amassou (por sorte, tinha uma maionese batida por Deus, pra compensar) e só conseguimos ser resgatados... 4 meses depois, com a intervenção diplomática do grande líder latino-americano Chaves (contamos também com a astúcia do Chapolim Colorado). Para me recuperar dos traumas do cativeiro, um analista amigo meu disse que desse jeito não vou ser feliz direito e me aconselhou uma viagem ao Oriente para lavar a alma e secar mais rapidinho. Optei pelo Tibet (dominado pela China há mais de... 4 décadas) e lá, na tranqüilidade das alturas mais altas do planeta, recebi uma mensagem que não compreendi direito porque não entendo lhufas nem lhasas de tibetano e, em face disso, acendi meus últimos... 4 incensos naquelas terras e prometi que ficaria sem postar nessa Hora do Café até completar um ano do último post.

Na minha festa de despedida, esses 4 monges tibetanos fizeram uma homenagem aos 4 anos da Hora do Café. Não entendi direito, mas deu pra sacar pelos sinais que faziam com as mãos e, principalmente, na hora do Rhá-Tzhim-Bhrum! ÊÊÊÊH!...

E assim foi.
E assim voltamos agora para o aconchego dos amigos dessa Hora do Café, com a esperança de que dias melhores
verão... e posts melhores lerão.

Agradeço a presença desinteressada dos que aqui vieram nesses tempos magros em busca sei lá do que e prometo (lá vou eu de novo) que a partir de agora esse humilde blog voltará aos seus bons tempos... Será?

 



 Escrito por Zé do Café às 00h48 [] [envie esta mensagem]



Três

Três Mosqueteiros, Três Porquinhos, Los Três Amigos, Três Patetas, Três Corações (terra do Pelé, tricampeão mundial), Três Marias, Três Graças, Três Reis Magos, Três Poderes, Três Dimensões...

Três anos de Hora do Café

Três minutos para fazer este post, três horas para achar esta imagem...

Se tiver três comentários, ficarei triplamente feliz!... hehehe! (três pontinhos e três hes!)
Muito obrigado, muito obrigado e muito obrigado!



 Escrito por Zé do Café às 16h52 [] [envie esta mensagem]



Retroexpectativa 2006-2007

E aqui estamos, mais uma vez, em mais um final de ano.
E o que isso quer dizer, além de que ainda estamos vivos?
Quer dizer que daqui a pouco estaremos, mais uma vez, em mais um começo de ano.
E o que isso quer dizer, além de que tudo é sempre a mesma coisa?
Quer dizer que é hora da Hora do Café fazer sua já tradicional Retroexpectativa 2006-2007!
Bem, antes que uma coisa termine e outra coisa comece, vamos começar a coisa.

Política/Educação: "2006 foi o ano das eleição nunca antes vista nesse país".
Elegemos mensaleiros, elegemos sanguessugas, elegemos suspeitos e... elegemos ele de novo! E assim, teremos de
conviver (espera-se) por mais alguns anos com a falta de escrúpulo, de moral, de educação, de vergonha na cara e,
principalmente, a falta de alguns "esses" nos discurso, né?, meus companheiro!
Mas, quem disse que o povo liga pra isso?...

No nosso falta um dedo, no deles, um parafuso.

Esporte: 2006 foi o ano da Copa do Mundo de Malabarismo.
O Brasil era o favorito, tinha as melhores focas amestradas. Mas nosso domador não soube ensinar que numa
competição o importante é vencer. A verdade é que o ideal olímpico, coisa mais antiga, não previu o montante de dinheiro que seria envolvido no esporte. Nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, neste próximo ano, deveriam incluir as modalidades "Corrida Atrás da Grana", "Salto na Qualidade de Vida" e "Mergulho no Mundo das Celebridades". Aí sim, faríamos bonito! Mesmo não vencendo...
Mas, quem disse que o povo liga pra isso?

Na foto, o craque brasileiro já ostentando as cores de seu novo clube.

Arte/Sociedade: 2006 foi o ano da periferia centralizada.
Fizeram uma Bienal de São Paulo com arte da periferia. Fizeram shows e programas na TV com música da periferia.
Fizeram filmes com dramas da periferia. Tudo bem que depois de ganhar prêmios, audiência, altos salários globais e muito prestígio, os produtores desses eventos voltem para suas casas nos bairros nobres, e a periferia continue lá... na periferia.
Mas, quem disse que o povo liga pra isso?

Barraco fora do barraco. A inclusão da elite...

Ciência: 2006 foi o das certezas incertas, com certeza.
Plutão, o mais distante, gelado e último dos planetas do Sistema Solar, não é mais planeta. Tudo bem, também não é
o último. Nem tão gelado. Daqui a pouco vão dizer que o Sistema Solar não é um sistema, talvez nem solar seja... Outra notícia interessante neste setor foi a descoberta de um fóssil de dinossauro brasileiro lá pelos lados de Agudos - RS, um achado que pode apontar para novas teorias sobre a origem desses seres que já dominaram a Terra. O interessante é que foram encontrados os ossos de vários exemplares do bicho, mas nenhum osso de uma perna esquerda, o que levou os pesquisadores brasileiros a nomear o dino como "Sacisaurus Agudoensis". Não sei por quê, mas tudo aqui no Brasil parece brincadeira...
Mas, quem disse que o povo liga pra isso, né?

Pesquisadores acham que esta descoberta pode mudar os rumos do folclore brasileiro.


Bom, por este ano chega!

Um FELIZ 2007 a todos nós, que bem merecemos!



 Escrito por Zé do Café às 14h35 [] [envie esta mensagem]